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Ter fé é bom para a Pátria
Terça, 13 Setembro 2011 19:33
A celebração do Dia da Pátria, no aniversário da independência do Brasil, oferece-nos a ocasião para algumas considerações. Como pessoas de fé estamos conscientes de que não temos aqui cidade permanente, mas estamos a caminho da pátria que há de vir (cf Hb 13,14); mas temos também clara consciência de sermos cidadãos deste mundo, com uma pátria que nos acolhe e serve de casa; somos membros de um povo, com o qual nos identificamos e para cujo bem estamos – e devemos estar – inteiramente comprometidos.
É bem verdade que a globalização vai trazendo à tona, sempre mais, a noção da pertença a uma família humana grande e única, com a qual nos devemos sentir ligados e solidários. A própria Igreja, na sua antropologia e no seu magistério social, vai divulgando esta consciência e não poderia ser diferente. Cremos num único Deus e Pai, que a todos quer bem, como a filhos, e quer que vivam como irmãos. Um povo não pode ser indiferente aos outros, nem deixar de se interessar pelo bem e pela sorte sempre mais compartilhada por todos os membros da comunidade humana. Limites territoriais, tradições culturais, diferenças raciais, heranças históricas e interesses econômicos, em vez de contrapostos, deveriam ser cada vez mais conjugados e harmonizados.
A recente Jornada Mundial da Juventude, em Madrid, com a participação de jovens de 170 países diferentes, convivendo em harmonia e solidariedade, e compartilhando os mesmos princípios essenciais, mostrou que o sonho de uma família humana integrada e vivendo em paz não é irreal. A impressão que se tinha, é que todos fossem irmãos, filhos de uma única grande família, onde as diferenças não dividiam, mas somavam e enriqueciam.
Isso mesmo também já pode acontecer em nosso Brasil? Somos um país imenso, com uma variedade muito grande de etnias, tradições culturais, situações locais e regionais, com riqueza e pobreza que se mesclam por toda parte e desníveis sociais ainda imensos, apesar do esforço que já se faz para a superação da miséria e para possibilitar a ascensão social da grande massa de pobres, que o país ainda tem. Nosso país pode ser justo e solidário, como convém aos membros de uma mesma família?
É nisso que acreditamos; e nesta tarefa, todas as pessoas de fé são chamadas a participar com convicção e esperança. Para nós, cristãos e católicos, de modo especial, está claro que a fé não pode ser desvinculada de nossa participação na edificação do mundo, à luz dos valores do reino de Deus. Bom cristão também precisa ser bom cidadão. O ensino social da Igreja traz-nos as diretrizes para traduzir o Evangelho para o nosso viver e agir neste mundo.
Além de cumprir os deveres cívicos, como os demais cidadãos, qual outra contribuição as pessoas de fé podem dar para o bem de um povo? Esta questão mereceria uma longa reflexão, pois nos introduz no próprio sentido da religião, frequentemente questionado. Temos algo de próprio para contribuir para o bem da humanidade e da Pátria. A própria fé em Deus, bem vivida e manifestada publicamente, com as convicções que dela decorrem traduzidas em cultura, é uma contribuição fundamental para o bem comum. A fé bem vivida e testemunhada enriquece o convívio social, de muitos modos.
Quando se dá espaço para Deus, também o homem cresce em importância: sua dignidade, seus direitos e o sentido de sua vida neste mundo são iluminados. Quando se exclui Deus do convívio humano, da esfera privada ou pública, começam a pairar sombras sobre a existência humana e a faltar bases sólidas para os valores e as virtudes e as relações sociais. Ter fé em Deus e manifestá-la abertamente, indo às suas consequências éticas e antropológicas, faz bem à Pátria.
Cardeal Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo
Fonte: Zenit
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Dom Odilo Scherer é nomeado cardeal
Quarta, 17 Outubro 2007 13:04O papa Bento XVI anunciou neste dia 17 de outubro de 2007, após a audiência geral, a realização de um consistório, durante o qual serão criados 23 novos cardeais, entre eles, o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer.
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"Olhem pelas crianças", pede dom Odilo em seu aniversário
Quarta, 21 Setembro 2011 20:12
Na noite desta terça-feira (20), o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, celebrou ação de graças pelo seu 62º aniversário de vida, que completa nesta quarta-feira (21). A missa, no Santuário São Judas, no Jabaquara, às 20h, foi concelebrada pelos bispos auxiliares dom Edmar Peron, dom Júlio Endi Akamine, dom Milton Kenan Junior, dom Tarcísio Scaramussa e dom Tomé Ferreira da Silva, além de abade do Mosteiro São Bento, dom Matthias Tolentino Braga, e inúmeros padres e fiéis.
Ao iniciar a celebração, dom Odilo saudou a todos, em especial os jovens que compareciam ao Santuário São Judas, por ocasião da visita dos símbolos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), a Cruz e o Ícone de Nossa Senhora, em peregrinação pela Arquidiocese de São Paulo..
“Quero convidá-los a agradecerem comigo pela vida, minha vida e a vida de cada um de vocês. Agradecer e pedir que Deus nos dê a graça de termos tão grande dom e vivê-la bem”, disse o cardeal.
Na homilia, o arcebispo recordou o evento Bote Fé, ocorrido no último domingo (18) e sobre a preparação para a Jornada Mundial da Juventude 2013, no Rio de Janeiro. “Este é um tempo propício para evangelizarmos. A Jornada Mundial é da Juventude, mas a missão é de todos nós”, e concluiu: “Nós adultos, estamos fazendo nossa parte na missão de evangelização? Os jovens de hoje, acabam muitas vezes não sendo atraídos para a Igreja, na maioria das vezes porque nós não sabemos apresentar adequadamente Jesus Cristo, a Igreja, o bem da Igreja, a beleza da vida da Igreja. Quem conhece a vida da Igreja se encanta”, disse.
Ao falar sobre o seu aniversário, dom Odilo pediu um presente: “Olhem com muito carinho para as crianças e para os jovens e amem-nos, com o mesmo olhar de Jesus.” E prosseguiu: “Pensem que o Senhor os colocou em seus braços, filhos e filhas de Deus para que vocês os apresentem a ele e os ensinem a conhecê-lo”.
Em nome dos leigos da Arquidiocese de São Paulo, Luciano Ferreira, do Setor Juventude, saudou o aniversariante, desejando-lhe felicidades e expressando “um sentimento de profunda gratidão por todo incentivo dado aos jovens e a toda Igreja em São Paulo”. Em seguida, representando os religiosos, a irmã Vanda, do Instituto de Schoenstatt, dirigiu-se ao arcebispo, “rogando a Deus que lhe conceda todas as graças e forças para o seu ministério”.
Por fim, representando o clero da Arquidiocese de São Paulo, o padre Tarcísio Mesquita, do Conselho de Presbíteros, recitando o escritor Fernando Pessoa, desejou que o cardeal “sempre tenha muita vontade de viver e nos faça tê-la também”.
Após a celebração, dom Odilo recebeu os cumprimentos no salão paroquial, onde os fiéis puderam cantar parabéns e abraçá-lo. Nesta quarta-feira, o arcebispo também recebe os cumprimentos pelo seu aniversário na Paróquia Imaculada Conceição (Avenida Nazaré, 993 - Ipiranga), às 14h.
Fonte: Arquidiocese de São Paulo
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Cruz peregrina,Cristo missionário
Sexta, 23 Setembro 2011 14:43
A Jornada Mundial da Juventude de 2013, no Rio de Janeiro (JMJ Rio-2013), teve seu primeiro ato em São Paulo, neste domingo, dia 18 de setembro. Uma multidão de mais de 100 mil jovens acolheu com fé e bela festa a cruz peregrina da Jornada e o ícone de Nossa Senhora, que a acompanha.
Quem enviou a cruz ao foi o papa Bento 16, que convocou os jovens do Brasil a prepararem bem a próxima JMJ; quem a entregou, em nome do papa, foi seu representante no Brasil, o núncio apostólico, dom Lorenzo Baldisseri.. O presidente da CNBB, cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, com bispos e padres ligados à ação pastoral com a juventude estiveram no ato, com representações de jovens de vários estados; a Igreja do Brasil inteiro sinalizou que estava acolhendo a JMJ Rio-2013 e começando um grande mutirão para a sua preparação.
E nós, aqui de São Paulo, tivemos a honra e a responsabilidade de preparar a festa e de acolher a todos; mas, especialmente, de abrir as portas e acolher o Cristo missionário, significado na cruz, e Nossa Senhora da Visitação, lembrada no belo ícone que a acompanha. Foi um dia marcante para São Paulo e para o Brasil; importante para a juventude, que respondeu ao apelo e mostrou sua alegre adesão. O evento contou com a colaboração de numerosos e esforçados agentes anônimos e de artistas famosos, das autoridades públicas e de muitos voluntários, todos trabalhando com desapego e entusiasmo. Graças a Deus!
E já começou a peregrinação missionária da cruz; primeiro na metrópole paulistana; depois, pelo Estado de São Paulo e por todo o Brasil. Em muitos outros lugares vai se repetir o evento BOTE FÉ, conclamando a olhar para Jesus Cristo e seguir seu Evangelho; a por fé na Igreja e nas iniciativas da nova evangelização; na juventude e no seu desejo de encontrar e seguir a Cristo; BOTEFÉ convida a acreditar na proposta da JMJ Rio-2013, que deverá ter como objetivo e fruto um intenso tempo de evangelização da juventude e com a juventude. Esta é uma graça especial de Deus, que não pode ser desperdiçada!
De diocese em diocese, ao longo dos quase 2 anos, até chegar ao Rio de Janeiro, a onda despertada em São Paulo vai se transformar, certamente, numa ‘tsunami’ benéfica até chegar no Rio de Janeiro, em 2013, envolvendo toda a juventude do Brasil.
Que a chegada da cruz e do ícone de Nossa Senhora seja acolhida, de fato, como a visita missionária do próprio Jesus, acompanhado de sua Mãe! Ele vem anunciando de novo o Evangelho, e Maria vai dizendo a todos: façam o que Jesus lhes disser! Jesus quer visitar nossas cidades e vilas, nossos bairros e favelas; ir ao encontro dos jovens das escolas, colégios e universidades; também quer confortar os doentes, ir ao encontro dos prisioneiros e dos que vivem acorrentados pelos vícios; quer entrar nas casas de pobres e ricos, de crentes e descrentes, para levar a todos a boa notícia da salvação e repetir o que disse um dia: “hoje a salvação entrou nesta casa! Eu vim buscar e salvar o que estava perdido!
A cruz de Cristo, porém, sempre nos lembra que ele venceu a morte, ressuscitou e está vivo no meio de nós; se as cruzes da humanidade continuam a pesar nos ombros de muitos, a cruz de Cristo é sinal de alerta, para que ninguém mais seja crucificado, a dignidade de cada pessoa seja respeitada, a justiça seja promovida, a verdade seja ouvida e o homem maltratado seja socorrido.
Ao mesmo tempo, passando pelas “vias dolorosas” de nossas cidades, Jesus Cristo ressuscitado as ilumina e dá sentido e esperança a todos os que ainda carregam a cruz da humanidade. O mal e a morte não têm a última palavra. Cristo triunfou sobre o mal e a morte e nos comunica sua vida nova, se o seguimos e aderimos ao seu Evangelho.
Cardeal Odilo Pedro Scherer
Arcebispo de São Paulo
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Conversão e solidariedade - Gestos Concretos
Terça, 03 Abril 2012 17:47Já no primeiro dia da Quaresma ouvimos do profeta Isaías a denúncia dos jejuns e penitências que não agradam a Deus, e o anúncio daqueles que, de fato, agradam a Deus (cf Is 58,1-12). Penitências e jejuns apenas exteriores, sem verdadeira conversão e mudança de vida, sem “obediência a Deus”, não agradam a Deus.
O profeta refere-se a algumas atitudes, que devem ser fruto da penitência: quebrar as cadeias (condenações) injustas, desligar as amarras do jugo (da escravidão), tornar livres os detidos (direitos e dignidade humana), romper todo tipo de sujeição (desprezo, violência), repartir o pão com os famintos, acolher os pobres e peregrinos, vestir quem está nu, prestar socorro ao necessitado (precisa explicar?), deixar de lado os hábitos maldosos... Tantas outras situações poderiam ser acrescentadas hoje!
A palavra do Profeta continua valendo. Jesus a confirmou no Evangelho, de diversos modos (cf Mt 25) e a Igreja recomenda as obras de misericórdia, como sinal de nossa conversão a Deus e da autenticidade de nossa fé. Fé verdadeira em Deus, vida honesta e justa, respeito e atitude misericordiosa para com o próximo são inseparáveis. A Quaresma nos convida a crescer na autenticidade de nossas práticas religiosas e a produzir frutos autênticos de conversão.
Chegando ao final do caminho quaresmal, a Igreja nos chama a fazermos especialmente dois gestos concretos de fraternidade e solidariedade cristã. No Domingo de Ramos, com o encerramento da Campanha da Fraternidade, somos convidados a participar generosamente da Coleta da Solidariedade, feita em todas as igrejas, em todas as celebrações. Esta deveria ser diversa das coletas que se fazem, normalmente, nas nossas celebrações. Desta vez, o gesto deve ser fruto e expressão da nossa penitência e conversão quaresmal. Se nos abstivemos de algo – bebida, comida, cigarro que seja -, isso não deveria reverter simplesmente em “economia pessoal”... De alguma forma, foi “oferta a Deus” e já não nos pertence: deve ser partilhado com os necessitados.
A Campanha da Fraternidade deste ano pede que sejamos fraternos com os doentes pobres, que dependem do SUS e de políticas públicas de saúde para serem bem atendidos; o fruto da coleta da solidariedade será usado para apoiar muitas iniciativas e projetos, que visam alcançar esse objetivo; o gesto também corresponde à obra de misericórdia – “cuidar dos doentes” -; e tem por trás a palavra de Jesus: “estive doente, e cuidastes de mim”...
O outro gesto de solidariedade cristã concreta nos é pedido na Sexta Feira Santa: é a coleta para os “Lugares Santos”, destinada a socorrer as necessidades dos cristãos e da própria Igreja nos lugares bíblicos, onde nossa fé teve origem, onde “outrora, muitas vezes e de muitos modos, Deus falou a nossos pais pelos profetas”, e onde, chegada a plenitude dos tempos, Deus “falou-nos por meio do Filho” (cf Hb 1,1-2). Nos lugares bíblicos, compreendida a Terra Santa, os cristãos e a Igreja passam por muitas dificuldades e, conforme alerta lançados recentemente pelos bispos católicos locais, há graves riscos até mesmo para a sobrevivência do Cristianismo em certos países.
Com o fruto da coleta “para os Lugares Santos” são apoiadas paróquias, conventos, escolas, obras sociais da Igreja nos “países bíblicos”, sobretudo Israel, Palestina, Líbano, Síria, Turquia, Iraque, Egito... Mas também o trabalho das dioceses, a formação do clero, a promoção do diálogo ecumênico e inter-religioso, o zelo pelos “lugares santos” e a acolhida dos peregrinos naqueles lugares. Na Exortação Apostólica Verbum Domini (2010) sobre a Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja, o Papa Bento XVI repetiu o que já dissera Paulo VI: a Terra Santa é como se fosse um “quinto Evangelho”, onde tantas recordações históricas, geográficas e culturais continuam a “gritar” a Boa Nova e a tornam mais facilmente compreensível (cf nº 89).
Faria muita falta, se lá os cristãos desaparecerem, por perseguição, discriminação, martírio ou emigração, sem terem recebido a solidariedade dos outros irmãos de fé, espalhados por todo o mundo! E isso está acontecendo em nossos dias; a presença cristã já era reduzida e ainda diminuiu drasticamente em vários países, nesses anos recentes. A consciência do valor da fé, que herdamos de quem a acolheu nos “lugares santos”, deve nos mover à solidariedade para com as testemunhas dessa mesma fé, que vivem hoje naqueles lugares.
Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de S.Paulo
Publicado em O SÃO PAULO
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Convidado do Alegrai-vos: Dom Odilo
Sexta, 03 Fevereiro 2012 05:08Dom Odilo Pedro Scherer (Cardeal arcebispo da Arquidiocese de São Paulo)
Nascido no dia 21 de setembro de 1949, Filho de Edwino Scherer e Francisca Wilma Steffens Scherer, é descendente de imigrantes alemães da região do Sarre (Saarland) radicados no Rio Grande do Sul.
Ingressou no seminário de São Jose, em Toledo no Paraná, até ser transferido para o Seminário Menor São José, em Campo Largo, (Grande Curitiba) onde realizou seus estudos preparatórios. A Filosofia foi cursada no Seminário Maior Rainha dos Apóstolos, também em Curitiba, e na Faculdade de Educação da Universidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul (1970-1975). Cursou Teologia no Studium Theologicum, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, em Curitiba. É mestre em Filosofia e doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (1994-1996).
Foi bispo auxiliar de São Paulo (2002-2007); secretário-geral da CNBB (2003-2007); secretário-geral adjunto da V Conferência Geral do Episcopado da América Latina CELAM e do Caribe, em maio de 2007. Desde 2007 é membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé da CNBB. No dia 08 de maio de 2011 foi eleito presidente do Regional Sul 1 da CNBB.
Em 24 de novembro de 2007, foi criado cardeal pelo Papa Bento XVI, no Consistório de 2007, na Basílica de São Pedro, recebendo o título de Cardeal-presbítero de Santo André no Quirinal, sendo um dos mais jovens membros do Colégio Cardinalício.
No último dia 02 de fevereiro comemorou 10 anos de ordenação sacerdotal.
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Congresso de Leigos
Sexta, 01 Abril 2011 21:40Dia 20 de Março no Auditório São Camilo e na PUC do Ipiranga tivemos o encontro de continuidade do 1° Congresso de Leigos da Arquidiocese de São Paulo.
Com a presença do Cardeal Dom Odílo Pedro Scherer, e os Bispos auxiliares de nossa Arquidiocese, fomos encorajados a analisar os projetos, formação e organização de cada oficina temática.
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Parada gay: respeitar e ser respeitado
Quarta, 13 Julho 2011 02:33Eu não queria escrever sobre este assunto; mas diante das provocações e ofensas ostensivas à comunidade católica e cristã, durante a parada gay deste último domingo, não posso deixar de me manifestar em defesa das pessoas que tiveram seus sentimentos e convicções religiosas, seus símbolos e convicções de fé ultrajados.
Ficamos entristecidos, quando vemos usados com deboche imagens de santos, deliberadamente associados a práticas que a moral cristã desaprova e que os próprios santos desaprovariam também. Histórias romanceadas ou fantasias criadas para fazer filmes sobre santos e personalidades que honraram a fé cristã não podem servir de base para associá-los a práticas alheias ao seu testemunho de vida. São Sebastião foi um mártir dos inícios do Cristianismo; a tela produzida por um artista cerca de 15 séculos após a vida do santo, não pode ser usada para passar uma suposta identidade homossexual do corajoso mártir. Por que não falar, antes, que ele preferiu heroicamente sofrer as torturas e a morte a ultrajar o bom nome e a dignidade de cristão e filho de Deus!?
“Nem santo salva do vírus da AIDS”. Pois é verdade. O que pode salvar mesmo é uma vida sexual regrada e digna. É o que a Igreja defende e convida todos a fazerem. O uso desrespeitoso da imagem dos santos populares é uma ofensa aos próprios santos, que viveram dignamente; e ofende também aos sentimentos religiosos do povo. Ninguém gosta de ver vilipendiados os símbolos e imagens de sua fé e seus sentimentos e convicções religiosas. Da mesma forma, também é lamentável o uso desrespeitoso da Sagrada Escritura e das palavras de Jesus – “amai-vos uns aos outros” – como se ele justificasse, aprovasse e incentivasse qualquer forma de “amor”; o “mandamento novo” foi instrumentalizado para justificar práticas contrárias ao ensinamento do próprio Jesus.
A Igreja católica refuta a acusação de “homofóbica”. Investiguem-se os fatos de violência contra homossexuais, para ver se estão relacionados com grupos religiosos católicos. A Igreja católica desaprova a violência contra quem quer que seja; não apóia, não incentiva e não justifica a violência contra homossexuais. E na história da luta contra o vírus HIV, a Igreja foi pioneira no acolhimento e tratamento de soro-positivos, sem questionar suas opções sexuais; muitos deles são homossexuais e todos são acolhidos com profundo respeito. Grande parte das estruturas de tratamento de aidéticos está ligada à Igreja. Mas ela ensina e defende que a melhor forma de prevenção contra as doenças sexualmente transmissíveis é uma vida sexual regrada e digna.
Quem apela para a Constituição Nacional para afirmar e defender seus direitos, não deve esquecer que a mesma Constituição garante o respeito aos direitos dos outros, aos seus símbolos e organizações religiosas. Quem luta por reconhecimento e respeito, deve aprender a respeitar. Como cristãos, respeitamos a livre manifestação de quem pensa diversamente de nós. Mas o respeito às nossas convicções de fé e moral, às organizações religiosas, símbolos e textos sagrados, é a contrapartida que se requer.
A Igreja católica tem suas convicções e fala delas abertamente, usando do direito de liberdade de pensamento e de expressão. Embora respeitando as pessoas homossexuais e procurando acolhê-las e tratá-las com respeito, compreensão e caridade, ela afirma que as práticas homossexuais vão contra a natureza; esta não errou ao moldar o ser humano como homem e mulher. Afirma ainda que a sexualidade não depende de “opção”, mas é um fato de natureza e dom de Deus, com um significado próprio, que precisa ser reconhecido, acolhido e vivido coerentemente pelo homem e pela mulher.
Causa preocupação a crescente ambiguidade e confusão em relação à identidade sexual, que vai tomando conta da cultura. Antes de ser um problema moral, é um problema antropológico, que merece uma séria reflexão, em vez de um tratamento superficial e debochado, sob a pressão de organizações interessadas em impor a todos um determinado pensamento sobre a identidade do ser humano. Mais do que nunca, hoje todos concordam que o desrespeito às leis da natureza biológica dos seres introduz neles a desordem e o descontrole nos ecossistemas; produz doenças e desastres ambientais e compromete o futuro e a sustentabilidade da vida. Ora, não seria o caso de fazer semelhante raciocínio, quando se trata das leis inerentes à natureza e à identidade do ser humano? Ignorar e desrespeitar o significado profundo da condição humana não terá consequências? Será sustentável para o futuro da civilização e da humanidade?
As ofensas dirigidas não só à Igreja Católica, mas a tantos outros grupos cristãos e tradições religiosas não são construtivas e não fazem bem aos próprios homossexuais, criando condições para aumentar o fosso da incompreensão e do preconceito contra eles. E não é isso que a Igreja Católica deseja para eles, pois também os ama e tem uma boa nova para eles; e são filhos muito amados pelo Pai do céu, que os chama a viver com dignidade e em paz consigo mesmos e com os outros.
Publicado em O SÃO PAULO, ed. de 28.06.2011
Card. Odilo P. Scherer
Arcebispo de São Paulo
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Dom Odilo fala sobre imagem de Nossa Senhora na 'Cracolândia'
Quarta, 27 Julho 2011 17:39O arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, falou sobre a polêmica imagem de Nossa Senhora colocada em um muro na região da “Cracolância”, no centro da cidade.
A imagem da Virgem Maria foi colocada à frente de uma parede com fundo azul e as seguintes inscrições em dourado sobre ela: “Nossa Senhora do Crack”. Acima dela, havia uma luminária. A obra com a estrutura de gesso, presente nas igrejas católicas, foi feita por Zarella Neto e colocada na rua Apa, em Santa Cecília, na sexta-feira (22).
A obra do artista estava na fachada de uma casa abandonada até a manhã deste sábado (23), quando dependentes químicos revoltados com o uso da imagem a destruíram.
Dom Odilo relatou que se comoveu ao ver uma fotografia do local da imagem. “À frente da imagenzinha, duas pessoas agachadas na calçada, cabeça coberta, possivelmente drogadas, em atitude de oração. Ao lado, um cachorro, fazendo-lhes companhia...”, disse.
“Essa pessoa, talvez desesperada e tomada de angústia, sentido-se só e abandonada de todos, encontrou conforto e amparo na imagem da Mãe do Salvador, ‘Nossa Senhora do Crack’! Não é profanação. A Mãe de Jesus é também a mãe de todos os homens: "filho, eis tua mãe”, destacou o cardeal.
O arcebispo completou, chamando a atenção para a dura realidade dos dependentes químicos. “Na perplexidade suscitada pela cena, nossa consciência é tocada. O drama dos dependentes químicos não pode nos deixar indiferentes. São pessoas humanas, são irmãos, são filhos de Deus. Nossa Senhora do Crack, rogai por eles, e por nós também!”.
O artista plástico afirmou que sua intenção foi a de chamar a atenção das autoridades para o problema com as drogas na região. Para isso, ofereceu uma espécie de padroeira aos viciados que se concentram em frente ao local todos os dias para fumar cachimbos de crack.
Fonte: Arquidiocese de São Paulo
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Secretário-Geral da CNBB fala sobre a visita do Papa ao Brasil
Quarta, 07 Fevereiro 2007 08:46D.Odilo P. Scherer, Bispo Auxiliar de S. Paulo e Secretário-Geral da CNBB responde: Por que o Papa virá ao Brasil?
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