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Na tarde de 08 de novembro na Sede da RCC da Arquidiocese, estiveram reunidos em oração todo o Conselho da RCC: Luciano Paparella, atual Presidente do Conselho, Coordenadores das 6 Regiões Episcopais, além de seus respectivos setoristas para indicar 3 nomes para que Dom Odilo Sherer possa escolher o novo Coordenador Arquidiocesano da RCC da Arquidiocese de São Paulo.

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RCC fala ao Papa Bento XVI

Quinta, 07 Setembro 2006 11:11

Texto da RCC, apresentado a Sua Santidade, o papa Bento XVI, por ocasião da Festa de Pentecostes, este ano, em Roma.

Discurso de Véspera do Pentecostes 2006

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Estudar e conhecer a Espiritualidade nos dá um oxigênio para uma reflexão teológica, para nossas vivências e práticas. O que é a Espiritualidade será sempre a pergunta do humano religioso. É a mesma coisa de perguntar: quem é Deus? Quem sou eu?

O oriente quando fala de espiritualidade fala no seu aspecto místico, orante, contemplativo e verificativo; a espiritualidade é vista a partir do Espírito, deixar-se transformar num ser sagrado. A experiência espiritual passa pela mediação do conhecimento: experimentar, conhecer e depois falar.
O ocidente se preocupa mais com o “ethos”, isto é, o humano deve dar conta do espiritual a partir de valores e códigos religiosos. Ser espiritual significa ser ético. O humano ocidental é habituado primeiro a fazer o bem para depois dizer que é Deus que age em sua vida.

O oriental primeiro abraça o divino e depois, lado a lado com o mistério, parte para as práticas.
No ocidente a busca espiritual é mais doutrinal, é mais estudo.

No oriente é um conhecer intelectual mais experiencial. É saber o que se conhece. João Evangelista escreve a partir da experiência que teve de Deus. Gregório Nazianzeno diz: “Quem não sente a experiência de Deus é como um cadáver que é vestido, mas não sabe que está vestido”.

O ser espiritual é aquele que fala da experiência que tem de Deus. Quem não faz um caminho espiritual não pode falar de Deus. Tanto para o oriente como para o ocidente, espiritualidade não é qualquer coisa que alimenta a vida, mas é Alguém. É o sentimento de uma presença. Deus não é uma experiência filosófica, mas um fato de Amor.

O ocidente gosta de “fazer espiritualidade”, isto é, evidenciar movimentos, criar eventos espirituais e um mar de literatura edificante.

O oriente diz que não basta apenas fazer, mas pregar a espiritualidade e ensiná-la.
No ocidente Deus é conhecido a partir de nós; não conhecemos Deus como Ele é, assim como nós nos conhecemos. Há uma busca da espiritualidade para encontrar-se.

No oriente se conhece a Deus mais que a si mesmo. Mesmo com todo limite humano busca-se a substância de Deus e a energia de Deus. Esta é a alma de todo movimento espiritual do oriente. O Sagrado sai de si, vem a nós e nos transforma. Fala-se mais do Espírito. É um contato com o Espírito, um contato que acende! São Basílio Magno diz: “Nós conhecemos Deus em suas energias”. A essência de Deus é o Santo dos Santos que permanece escondido.

No ocidente há também uma mística profunda; a mística é um impulso para determinar projetos pessoais e comuns, para motivar grupos, criar belos textos espirituais.

No oriente, a mística leva a mente a contemplar; quanto mais contempla mais encontra a sua natureza divina.

No ocidente conhecer é amar mais; no oriente conhecer é comunhão com o divino. Tanto no oriente como no ocidente, o humano é imerso no tempo e no espaço, por isso concebe tudo no tempo e no espaço. Mas Deus está além do tempo e do espaço, por isso o humano não consegue enquadrá-lo. Deus é além de tudo o que existe. Quando se olha o sol ele cega. O excesso de conhecimento de Deus pode cegar. Deus é além do ser em si mesmo. A espiritualidade é sempre um estar diante desta verdade: união do humano com o divino e do divino com o humano para uma iluminação da existência. É criar uma disposição de espírito: Deus se revela à vida! É preciso estar nesta disposição constantemente numa aventura que tem início, mas não tem jamais um fim. Deus não se esgota.

A tradição oriental chama isto de experiência apofática. O que é o apofatismo? É a via teológica que se realiza por negação; que se aproxima de Deus pelo indizível e pelo inacessível, pelo inefável. Este não é Deus... Deus é muito mais! A nossa experiência é muito limitada, Deus a supera. Ele é fora de qualquer conceito, vai além do conceito. Deus é potência, Deus é força! Esta experiência apofática é feita numa atmosfera contemplativa.

 

Fonte: Blog do Frei Vitório

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O Santuário de Fátima vai evocar a terceira e última aparição do Anjo, aos pastorinhos, na Loca do Cabeço, no Outono de 1916, a 29 de Setembro. O programa tem início às 21h30 com a recitação do Rosário na Capelinha das Aparições. Os peregrinos seguem, rezando o terço, em procissão até aos Valinhos.

Nas «Memórias», a irmã Lúcia não esclarece com exatidão a data em que ocorreu a terceira e última aparição do Anjo. Sabe-se que decorreu no Outono. No primeiro ano do ciclo comemorativo de sete anos até ao centenário das aparições (2017) e dedicado às aparições do Anjo, subordinado ao tema «Santíssima Trindade, adoro-vos profundamente», o Santuário de Fátima assinalou os três momentos em que o Anjo de Portugal falou com os videntes.

Na primeira e terceira aparição, o Anjo falou com Lúcia, Francisco e Jacinta, na Loca do Cabeço. Na segunda, que decorreu em Agosto de 1916, fê-lo no poço do Arneiro, junto à casa da Lúcia. Este percurso, de vista e peregrinação aos três locais, o peregrino pode fazê-lo num itinerário próprio que tem início junto à rotunda sul e que coincide com o início do caminho da Via –Sacra. Ali, em diversas línguas, poderá retirar um folheto que servirá de guia para esta peregrinação.

Na terceira aparição, na Loca do Cabeço, os pastorinhos encontravam-se a rezar a oração que o Anjo lhes ensinou, quando este lhes apareceu, apresentando-se com um cálice na mão esquerda e uma hóstia na mão direita sobre o cálice e da qual caiam pingas de sangue. O Anjo ajoelhou, junto dos três videntes, deixando a hóstia e o cálice suspensos no ar e ensinou-lhes a oração: «Santíssima Trindade Pai, Filho e Espírito Santo, adoro-vos profundamente e ofereço-vos o preciosíssimo corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo, presente em todos os sacrários da terra, em reparação dos ultrajes, sacrilégios e indiferenças com que Ele mesmo é ofendido. E pelos méritos infinitos do seu Sacratíssimo Coração e do Coração Imaculado de Maria, peço-vos a conversão dos pobres pecadores».

Depois, o Anjo deu a hóstia a tomar a Lúcia e o conteúdo do cálice ao Francisco e à Jacinta dizendo: «Tomai e bebei o corpo e o sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo horrivelmente ultrajado pelos homens ingratos. Reparai os seus crimes e consolai o vosso Deus». De seguida, ajoelhou de novo junto dos videntes e rezaram por três vezes a oração que tinha acabado de lhes ensinar.

Fonte: Canção Nova

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Uma forma de viver o pastoreio de uma maneira bem concreta, durante a quaresma deste ano, os Bispos do Brasil nos convidam a pensar e lutar pelas políticas públicas de saúde. Mas a Campanha da Fraternidade vai mais além: nos chama a melhorar a realidade das pessoas doentes.

Para pastorearmos esse rebanho que tanto precisa de atenção, o Movimento sugere algumas ações práticas de acolhimento. Veja a ideia:

Convide os servos do seu Grupo de Oração para, juntos, pastorearem os irmãos que padecem de enfermidades, visitando-os nos hospitais, lares, asilos e casas de recuperação, evangelizando e levando o amor de Deus.

Devido à fragilidade dos enfermos, algumas orientações devem ser levadas em consideração. “Ao chegar ao local a ser visitado, deve-se observar as normas vigentes. A visita deve ser breve e na ocasião podem ser feitas a leitura da Palavra de Deus e orações. A referida visita não se caracteriza como sendo necessariamente um momento de ‘cura e libertação’, mas um acolhimento com amor”, esclarece Onazir Conceição, coordenador nacional do Ministério de Oração por Cura e Libertação.

Somos milhares de Grupos de Oração espalhados pelo Brasil inteiro. Que possamos ser sinal de acolhimento e pastoreio para as pessoas que padecem de sofrimentos de saúde! Se o seu GO está realizando estas atividades, envie para nós o seu testemunho: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. .

 

Fote: RCC Brasil 

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O grupo de oração jovem Éfata, junto com a paróquia São José do Belém, convida para todas as terças-feiras, do dia 27/03 até o dia 22/04, para a Novena de Pentecoste e Seminário de Dons, na Paróquia São José do Belém, localizado na Praça São José do Belém, no bairro do Belém.

 

A iniciativa foi tomada para que juntos possamos aprender e reinflamar os dons infusos do Espírito Santo de Deus. Traga sua família, jovens e amigos, vivamos toda terça-feira uma experiência nova em Deus, propagando a cultura de pentecostes, mantendo a unidade entre a nossa região e setores.

 

 

 

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Queridos jovens,

Fico feliz em dirigir-me novamente a vocês, em ocasião do XXVII Dia Mundial da Juventude. A recordação do encontro em Madri, em agosto passado, permanece muito presente no meu coração. Foi um extraordinário momento de graça, no qual o Senhor abençoou os jovens presentes, vindos do mundo inteiro. Dou graças a Deus por tantos frutos que fez nascer naqueles dias e que no futuro não deixaram de multiplicar-se para os jovens e para as comunidades as quais pertencem. Agora, estamos já nos orientando para o próximo encontro no Rio de Janeiro, em 2013, que terá como tema “Ide, pois, fazei discípulos entre todas as nações!” (Mt 28, 19).

Este ano, o tema do Dia Mundial da Juventude nos é dado de uma exortação da Carta de São Paulo apóstolo aos Filipenses: “Alegrai-vos sempre no Senhor!” (4,4). A alegria, de fato, é um elemento central da experiência cristã.Também durante cada Jornada Mundial da Juventude fazemos a experiência de uma alegria intensa, a alegria da comunhão, a alegria de ser cristãos, a alegria da fé. Esta é uma das características destes encontros. E vemos a grande força atrativa que essa tem: num mundo muitas vezes marcado pela tristeza e inquietude, é uma testemunha importante da beleza e da confiabilidade da fé cristã.

A Igreja tem a vocação de levar ao mundo a alegria, a alegria autentica e duradoura, aquela que os anjos anunciaram aos pastores de Belém na noite do nascimento de Jesus (cfr Lc 2,10): Deus não só falou, não só realizou prodígios na história da humanidade, mas Deus se fez próximo, fazendo-se um de nós e percorreu todas as etapas da vida do homem.

No difícil contexto atual, tantos jovens em torno a nós têm uma grande necessidade de sentir que a mensagem cristã é uma mensagem de alegria e de esperança! Gostaria de refletir com vocês, então, sobre as estradas para encontrá-la, a fim que possam vivê-la sempre mais em profundidade e que vocês possam ser mensageiros entre aqueles que estão a sua volta.

1. O nosso coração é feito para a alegria

A inspiração à alegria é imprensa no intimo do ser humano. Além da satisfação imediata e passageira, o nosso coração busca a alegria profunda, plena e duradoura, que pode dar ‘sabor’ à existência. E aquilo que vale, sobretudo, para vocês, para a juventude é um período de continua descoberta da vida, do mundo, dos outros e de si mesmos. É um tempo de abertura em direção ao futuro, no qual se manifestam os grandes desejos de felicidade, de amizade, de partilha e de verdade, no qual si é movido por ideais e se concebem projetos.

E cada dia são tantas as alegrias simples que o Senhor nos oferece: a alegria de viver, a alegria diante da beleza da natureza, a alegria de um trabalho bem feito, a alegria do serviço, a alegria do amor sincero e puro. E se olhamos com atenção, existem tantos motivos de alegria: os belos momentos de vida familiar, a amizade partilhada, a descoberta das próprias capacidades pessoais e o alcance de bons resultados, o apreço por parte de outros, a possibilidade de expressar-se e de sentir-se capaz, a sensação de ser úteis ao próximo. E depois, a conquista de novos conhecimentos mediante aos estudos, a descoberta de novas dimensões por meio de viagens e encontros, a possibilidade de fazer projetos futuros. Mas também a experiência de ler uma obra literária, de admirar um grande trabalho de arte, de escutar e tocar música ou de ver um filme podem produzir em nós verdadeiras alegrias.

Cada dia, porém, nos deparamos também com tantas dificuldades e nos coração existem preocupações para com o futuro, ao ponto que podemos nos perguntar se a alegria plena e duradoura a qual aspiramos não é talvez uma ilusão e uma fuga da realidade. São muitos os jovens que se interrogam: é realmente possível a alegria plena nos dias de hoje? E esta busca percorre várias estradas, algumas das quais se revelam erradas ou pelo menos perigosas. Mas como distinguir as alegrias realmente duradouras dos prazeres imediatos e enganosos? Como encontrar a verdadeira alegria na vida, aquela que dura e não nos abandona também nos momentos difíceis?

2. Deus é a fonte da verdadeira alegria

Na realidade as alegrias autênticas, aquelas pequenas do cotidiano ou aquelas grandes da vida, encontram toda sua origem em Deus, mesmo se não parece à primeira vista, porque Deus é comunhão de amor eterno, é alegria infinita que não permanece fechada em si mesma, mas se expande naqueles que Ele ama e que o amam. Deus nos criou a sua imagem por amor e para derramar sobre nós este Seu amor, para encher-nos com sua presença e sua graça.

Deus quer fazer-nos participantes de sua alegria, divina e eterna, fazendo-nos descobrir que o valor e o sentido profundo da nossa vida está no ser aceito, acolhido e amado por Ele, e não com uma acolhida frágil como pode ser aquela humana, mas com uma acolhimento incondicional como e aquela divina: eu sou querido, tenho um lugar no mundo e na história, sou amado pessoalmente por Deus. E se Deus me aceita, me ama e eu me torno seguro, sei de modo claro e certo que é bom que eu seja, que exista.

Este amor infinito de Deus por cada um de nós se manifesta de modo pleno em Jesus Cristo. Nele se encontra a alegra que buscamos. No Evangelho, vemos como os eventos que marcam o início da vida de Jesus são caracterizados pela alegria. Quando o anjo Gabriel anuncia à Virgem Maria que será mãe do Salvador, inicia com esta palavra: “Alegrai-te” (Lc 1,28). No nascimento de Jesus, o anjo do Senhor diz aos pastores: “Eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é Cristo Senhor” (Lc 2,11).

E os magos que procuravam o menino, “a aparição daquela estrela os encheu de profunda alegria” (Mt 2,10). O motivo desta alegria é, portanto, a aproximação de Deus, que se fez um de nós. E é este que queria dizer São Paulo quando escreveu aos cristãos de Filipe: “Alegrai-vos sempre no Senhor. Repito: alegrai-vos! Seja conhecida de todos os homens a vossa bondade. O Senhor está próximo”. (Fil 4,4-5). A primeira causa da nossa alegria é a proximidade do Senhor, que me acolhe e me ama.

E, de fato, do encontro com Jesus nasce sempre uma grande alegria interior. Nos Evangelhos podemos ver isso em muitos episódios. Recordamos a visita de Jesus a Zaqueu, um cobrador de impostos desonesto, um público pecador, ao qual Jesus diz: “é preciso que eu hoje fique em tua casa”. E Zaqueu, diz São Lucas, “recebeu-o alegremente” (Lc 19,5-6). É a alegria do encontro com o Senhor; é o sentir o amor de Deus que pode transformar toda a existência e levar a salvação. E Zaqueu decide mudar de vida e dar a metade de seus bens aos pobres.

Na hora da paixão de Jesus, este amor se manifesta em toda sua força. Nos últimos momentos de sua vida terrena, na ceia com os seus amigos, Ele diz: “Como o pai me ama, assim também eu vos amo. Perseverai no meu amor... Disse-vos essas coisas para que a minha alegria seja completa” (Jo 15,9.11). Jesus quer introduzir seus discípulos cada um de nós na alegria plena, aquela que Ele partilha com o Pai, porque o amor com o qual o Pai o ama esteja em nós (cfr. Jo 17,26). A alegria cristã é abrir-se a este amor de Deus e pertencer a Ele.

Narram os Evangelhos que Maria Madalena e outras mulheres foram visitar a tumba onde Jesus foi colocado depois de sua morreu e receberam de um Anjo o anuncio chocante, aquele de sua ressurreição. Então deixaram rapidamente o sepulcro, escreve o evangelista, “com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria” e correram para dar boa nova aos discípulos. E Jesus veio ao encontro deles e disse: “Salve!” (Mt 28,8-9). É a alegria da salvação que é oferecida a eles: Cristo vive, é Aquele que venceu o mal, o pecado e a morte. Ele está presente em meio a nos como o Ressuscitado, até o fim do mundo (cfr Mt 28,20). O mal não deu a última palavra sobre a nossa vida,, mas a fé em Cristo Salvador nos diz que o amor de Deus vence.

Esta alegria profunda é o fruto do Espírito Santo que nos torna filhos de Deus capaz de viver e de provar sua bondade, de voltar-nos a Ele com o termo “Abbà”, Pai (cfr Rm 8,15). A alegria é sinal de sua presença e de sua ação em nós.

3. Conservar no coração a alegria cristã

Neste ponto, nos perguntamos: como receber e conservar este dom da alegria profunda, da alegria espiritual?

Um Salmo nos diz: “Deleita-te também no Senhor, e te concederá os desejos do teu coração” (Sal 37,4). E Jesus explica que “o Reino dos céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai vende tudo o que tem para comprar aquele campo” (Mt 13,44).Encontrar e conservar a alegria espiritual nasce do encontro com o Senhor, que pede para segui-Lo, para fazer a escolha decisiva de voltar tudo para Ele.

Queridos jovens, não tenham medo de colocar em jogo toda a sua vida dando espaço para Jesus Cristo e seu Evangelho; é a estrada para haver a paz e a verdadeira felicidade no íntimo de nós mesmos, é a estrada para a verdadeira realização de nossa existência de filhos de Deus, criados a Sua imagem e semelhança.

Busquem a alegria no Senhor: a alegria da fé, é reconhecer cada dia sua presença, sua amizade: “O Senhor está próximo!” (Fil 4,5); é colocar nossa confiança Nele, é crescer no conhecimento e no amor Dele. O ‘Ano da fé’, que daqui alguns meses iniciaremos, será para nós ajuda e estimulo. Queridos amigos, aprendam a ver como Deus age em suas vidas, descubram-O escondido no coração dos acontecimentos do seu cotidiano. Creiam que Ele é sempre fiel à aliança que fez com você no dia do seu batismo. Saibam que não lhes abandonará jamais. Voltem sempre o seu olhar para Ele. Na Cruz, doou sua vida porque ama vocês. 

A contemplação de um amor assim grande leva aos nossos corações uma esperança e uma alegria que nada pode abater. Um cristão não pode ser jamais triste porque encontrou Cristo, que deu a vida por ele.

Buscar o Senhor, encontrá-lo na vida, significa também acolher sua Palavra, que é alegria para o coração. O profeta Jeremias escreve: “Vossa palavra constitui minha alegria e as delícias do meu coração” (Jer 15,16). Aprender a ler e meditar a Sagrada Escritura, ali encontraram uma resposta às perguntas mais profundas de verdade que brotam em seus corações e em suas mentes. A palavra de Deus faz descobrir as maravilhas que Deus operou na história do homem e, plenos de alegria, abre ao louvor e à adoração: “Cantai ao Senhor... adoremos, de joelhos diante do Senhor que nos fez” (cfr Sal 95,1.6).

De modo particular, depois, a Liturgia é um lugar por excelência no qual se exprime a alegria que a Igreja atinge do Senhor e transmite ao mundo. Cada domingo, na Eucaristia, a comunidade cristã celebra o Mistério central da salvação: a morte e ressurreição de Cristo. È este o momento fundamental para o caminho de cada discípulo do Senhor, no qual se rende presente o seu Sacrifício de amor; é a via no qual encontramos Cristo Ressuscitado, escutamos Sua Palavra, nos nutrimos de seu Corpo e Seu Sangue.

Um Salmo afirma: “Este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele!” (Salmo 117, 24). E na noite de Páscoa, a Igreja canta o Exultet, expressão de alegria pela vitória de Jesus Cristo sobre o pecado e a morte: “Exulta o coro dos anjos... Alegra-se a terra inundada de tão grande esplendor... e este templo todo ecoa para as proclamações do povo em festa!”. A alegria cristã nasce da consciência de ser amador por um Deus que se fez homem, que deu Sua vida por nós e venceu o mal e a morte; e é viver de amor para ele. Santa Teresinha do Menino Jesus, jovem carmelita, escreveu: “Jesus, minha alegria é amar-te!” (P. 45, 21 de janeiro de 1897, Op. Compl., pág. 708).

4. A alegria do amor

Queridos amigos, a alegria é intimamente ligada ao amor: são dois frutos inseparáveis do Espírito Santo (cfr Gal 5,23). O amor produz alegria, e a alegria é uma forma de amor. A beata Madre Teresa de Calcutá, fazendo ecoar as palavras de Jesus: “É maior felicidade dar que receber!” (At 20,35), dizia: “A alegria é uma rede de amor para capturar almas. Deus ama quem dá com alegria. E quem dá com alegria dá mais”. E o servo de Deus Paulo VI escreveu: “Em Deus mesmo tudo é alegria, pois tudo é dom” (Exort. ap. Gaudete in Domino, 9 de maio de 1975).

Pensando aos vários ambientes da vida de vocês, gostaria de dizer-lhes que amar significa constância, fidelidade, ter fé nos empenhos. E este, em primeiro lugar, nas amizades: os nossos amigos esperam que sejamos sinceros, leais, porque o verdadeiro amor é perseverante também e, sobretudo, nas dificuldades. E o mesmo vale para o trabalho, os estudos e as atividades que desempenham. A fidelidade e a perseverança no bem conduzem à alegria, mesmo que ela não seja sempre imediata.

Para entrar na alegria do amor, somos chamados também a ser generosos, a não se contentar em dar o mínimo, mas a empenhar-se a fundo na vida, com uma atenção especial para com os mais necessitados. O mundo necessita de homens e mulheres competentes e generosos, que se colocam a serviço do bem comum. Empenhem-se nos estudos com seriedade; compartilhem seus talentos e os coloquem desde já a serviço do próximo. Busquem a maneira de contribuir para uma sociedade mais justa e humana, onde vocês estiverem. Que toda sua vida seja guiada pelo espírito do serviço, e não da busca pelo poder, pelo sucesso material e pelo dinheiro.

A propósito da generosidade, não posso não mencionar uma alegria especial: aquela que se encontra respondendo à vocação de dar toda sua vida ao Senhor. Queridos jovens, não tenham medo do chamado de Cristo para a vida religiosa, monástica, missionária ou ao sacerdócio. Estejam certo que Ele enche de alegria aquele que, dedicando a vida nesta perspectiva, responde ao seu envio deixando tudo para permanecer com Ele e dedicar-se de coração inteiramente a serviço dos outros. Do mesmo modo, grande é alegria que Ele reserva ao homem e à mulher que se doa totalmente um ou outro em matrimônio para constituir uma família e tornar-se sinal do amor de Cristo por sua Igreja.

Quero destacar novamente um terceiro elemento para entrar na alegria do amor: fazer crescer em suas vidas e na vida de suas comunidades a comunhão fraterna. Existe uma estreita ligação entre a comunhão e a alegria. Não é por acaso que São Paulo escreve sua exortação no plural: não se dirige a cada um singularmente, mas afirma: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fil 4,4). Somente juntos, vivendo a comunhão fraterna, podemos experimentar esta alegria. O livro dos Atos dos Apóstolos descreve assim a primeira comunidade cristã: “Partiam o pão nas casas e tomavam a comida com alegria e singeleza de coração” (At 2,46).  Empenhem-se vocês também a fim que as comunidades cristãs possam ser lugares privilegiados de partilha, de atenção e de cuidado um com o outro.

5. A alegria da partilha

Queridos amigos, para viver a verdadeira alegria é preciso também identificar com atenção quem está longe. A cultura atual induz muitas vezes a buscar objetivos, realizações e prazeres imediatos, favorecendo mais o inconstante que a perseverança no cansaço e a felicidade aos empenhos.

As mensagem que vocês recebem impulsionam-lhes para entrar na lógica do consumo, provendo uma felicidade artificial. A experiência ensina que ter não coincide com a alegria: existem tantas pessoas que, mesmo tem bem materiais em abundancia, estão sempre assombradas pelo desespero, pela tristeza e sentem um vazio na vida. Para permanecer na alegria, somos chamados a viver no amor e na verdade, a viver em Deus.

E a vontade de Deus é que nós sejamos felizes. Por isso, nos foram dadas indicações concretas para o nosso caminho: os Mandamentos. Observando-os, nós encontramos a estrada da vida e da felicidade. Mesmo que a primeira vista pode parecer um conjunto de proibições, quase um obstáculo à liberdade, se os meditamos mais atentamente, à luz da Mensagem de Cristo, estes são um conjunto de essenciais e preciosas regras de vida que conduzem a uma existência feliz, realizada segundo o projeto de Deus.

Quantas vezes, em vez, constamos que construir ignorando Deus e Sua vontade leva a desilusão, tristeza, sensação de derrota. A experiência do pecado, como a recusa a segui-Lo, como uma ofensa à sua amizade, leva sombra aos nossos corações.

Mas se às vezes o caminho cristão não é fácil e o empenho de fidelidade ao amor do Senhor encontra obstáculos ou registra quedas, Deus, em sua misericórdia, não nos abandona, mas nos oferece sempre a possibilidade de retornar a Ele, de reconciliarmos com Ele, de experimentar a alegria do Seu amor que perdoa e acolhe novamente. 

Queridos jovens, recorram sempre ao Sacramento da Penitência e da Reconciliação! Este é o Sacramento da alegria reencontrada. Peçam ao Espírito Santo a luz para saber reconhecer seus pecados e a capacidade de pedir perdão a Deus, recebendo este Sacramento com freqüência, serenidade e confiança. O Senhor abre sempre Seus braços a vocês, lhes purificará e lhes fará entrar em Sua alegria: Haverá alegria no céu mesmo que por um só pecador que se converte (cfr Lc 15,7).

6. A alegria nas provas

Por fim, porém, poderá permanecer em nosso coração a pergunta se realmente é possível viver na alegria mesmo em meio a tantas provas da vida, especialmente as mais dolorosas e misteriosas, se realmente seguir o Senhor, confiar-nos Nele, temos sempre felicidade.

A resposta pode vir-nos de algumas experiências de jovens como vocês que encontraram justamente em Cristo a luz capaz de dar força e esperança, mesmo em meio às situações mais difíceis. O beato Pier Giorgio Frassati(1901-1925) experimentou tantas provas em sua prevê existência, entre elas, uma relacionada à sua vida sentimental, que o feriu de maneira profunda. Justamente esta situação, escreve a sua irmã: “Você me pergunta se estou alegre; e como não poderia ser? A fé me dará sempre força para ser alegre! Todo católico não pode não ser alegre... A finalidade para a qual fomos criados nos mostra o caminho está repleto de muitos espinhos, mas não um caminho triste: esse é a alegria mesmo em meio às dores” (Carta à irmã Luciana, Torino, 14 de fevereiro de 1925). E o beato João Paulo II, apresentando-o como modelo, dizia dele: “era um jovem de uma alegria contagiante, uma alegria que superava tantas dificuldades de sua vida” (Discurso aos jovens, Torino, 13 de abril de 1980).

Mais próxima a nós, a jovem Chiara Badano (1971-1990), recentemente beatificada, experimentou como a dor pode ser transfigurada pelo amor e ser misteriosamente habitada pela alegria. Aos 18 anos de idade, num momento em que o câncer a fazia particularmente sofre, Chiara rezou para que o Espírito Santo intercedesse pelos jovens de seu Movimento [Movimento dos Focolares]. Antes de sua cura, pediu a Deus que iluminasse com Seu Espírito todos aqueles jovens, dando a eles a sabedoria e a luz: “Foi mesmo um momento de Deus: sofria muito fisicamente, mas a alma cantava” (Carta de Chiara Lubich, Sassello, 20 de dezembro de 1989). A chave de sua paz e sua alegria era a completa confiança no Senhor e a aceitação também de sua doença como misteriosa expressão de Sua vontade para o seu bem e de todos. Repetia sempre: “Se você quer, Jesus, eu também quero”.

São duas simples testemunham entre tantas que mostraram como o cristão autêntico não é nunca desesperado e triste, mesmo diante às provas mais duras e mostram que a alegria cristã não é uma fuga da realidade, mas uma força sobrenatural para enfrentar e viver as dificuldades cotidianas. Sabemos que Cristo crucificado e ressuscitado está conosco, é o amigo sempre fiel. Quando participamos e seus sofrimentos, participamos também de suas alegrias, Com Ele e Nele, o sofrimento é transformado em amor. E lá se encontra a alegria (cfr Col 1,24).

7. Testemunhas da alegria

Queridos amigos, para concluir, gostaria de exortar-lhes a ser missionário da alegria. Não se pode ser feliz se os outros não são: a alegria, portanto, deve ser compartilhada. Vão e contem aos outros jovens a alegria de vocês por terem encontrado aquele tesouro precioso que é o próprio Jesus. Não podemos ter para nós a alegria da fé: para que essa possa permanecer conosco, devemos transmiti-la. São João afirma: “O que vimos e ouvimos, isso nós anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco... Estas coisas vos escrevemos, para que o vossa alegria seja plena. (1Jo 1,3-4).

Muitas vezes é descrita uma imagem do cristianismo como de uma proposta de vida que oprime a nossa liberdade, que vai contra nosso desejo de felicidade e de alegria. Mas este não corresponde com a verdade! Os cristãos são homens e mulheres realmente felizes porque sabem que nunca estão sozinhos, mas estão sempre apoiados pelas mãos de Deus! Cabem, sobretudo, a vocês, jovens discípulos de Cristo, mostrar ao mundo que a fé leva a uma felicidade e uma alegria verdadeira, plena e duradoura. E se o modo de viver dos cristãos parece às vezes cansado e tedioso, testemunhem vocês por primeiro a alegria e a felicidade da fé de vocês. O Evangelho é a boa nova que Deus nos ama e que cada um de nós é importante para Ele. Mostrem ao mundo que é mesmo assim!

Sejam, portanto, missionários entusiasmados da nova evangelização! Levem àqueles que sofrem, àqueles que buscam, a alegria que Jesus quer doar. Levem-na para suas famílias, em suas escolas e universidades, nos lugares de trabalho e nos grupos de amigos, lá onde vivem. Vocês verão que essa é contagiosa. E receberam o cêntuplo: a alegria da salvação para vocês mesmos, a alegria de ver a Misericórdia de Deus operando nos corações.

No dia do seu encontro definitivo com o Senhor, ele poderá te dizer: “Servo bom e fiel; já que foste fiel no pouco, eu te confiarei muito. Vem regozijar-te com teu senhor!” (Mt 25,21).

A Virgem Maria os acompanha neste caminho. Ela acolheu o Senhor dentro de si e anunciou com um canto de louvor e de alegria, o Magnificat: “Minha alma glorifica o Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu salvador” (Lc 1,46-47). Maria respondeu plenamente ao amor de Deus dedicando sua vida a Ele num serviço humilde e total. É chamada de “a causa da nossa alegria”, porque ele nos deu Jesus. Que Ela os introduza nesta alegria que nenhum lhes poderá tirar!

 



Do Vaticano, 15 de março de 2012

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Já no primeiro dia da Quaresma ouvimos do profeta Isaías a denúncia dos jejuns e penitências que não agradam a Deus, e o anúncio daqueles que, de fato, agradam a Deus (cf Is 58,1-12). Penitências e jejuns apenas exteriores, sem verdadeira conversão e mudança de vida, sem “obediência a Deus”, não agradam a Deus.

O profeta refere-se a algumas atitudes, que devem ser fruto da penitência: quebrar as cadeias (condenações) injustas, desligar as amarras do jugo (da escravidão), tornar livres os detidos (direitos e dignidade humana), romper todo tipo de sujeição (desprezo, violência), repartir o pão com os famintos, acolher os pobres e peregrinos, vestir quem está nu, prestar socorro ao necessitado (precisa explicar?), deixar de lado os hábitos maldosos... Tantas outras situações poderiam ser acrescentadas hoje!

A palavra do Profeta continua valendo. Jesus a confirmou no Evangelho, de diversos modos (cf Mt 25) e a Igreja recomenda as obras de misericórdia, como sinal de nossa conversão a Deus e da autenticidade de nossa fé. Fé verdadeira em Deus, vida honesta e justa, respeito e atitude misericordiosa para com o próximo são inseparáveis. A Quaresma nos convida a crescer na autenticidade de nossas práticas religiosas e a produzir frutos autênticos de conversão.

Chegando ao final do caminho quaresmal, a Igreja nos chama a fazermos especialmente dois gestos concretos de fraternidade e solidariedade cristã. No Domingo de Ramos, com o encerramento da Campanha da Fraternidade, somos convidados a participar generosamente da Coleta da Solidariedade, feita em todas as igrejas, em todas as celebrações. Esta deveria ser diversa das coletas que se fazem, normalmente, nas nossas celebrações. Desta vez, o gesto deve ser fruto e expressão da nossa penitência e conversão quaresmal. Se nos abstivemos de algo – bebida, comida, cigarro que seja -, isso não deveria reverter simplesmente em “economia pessoal”... De alguma forma, foi “oferta a Deus” e já não nos pertence: deve ser partilhado com os necessitados.

A Campanha da Fraternidade deste ano pede que sejamos fraternos com os doentes pobres, que dependem do SUS e de políticas públicas de saúde para serem bem atendidos; o fruto da coleta da solidariedade será usado para apoiar muitas iniciativas e projetos, que visam alcançar esse objetivo; o gesto também corresponde à obra de misericórdia – “cuidar dos doentes” -; e tem por trás a palavra de Jesus: “estive doente, e cuidastes de mim”...

O outro gesto de solidariedade cristã concreta nos é pedido na Sexta Feira Santa: é a coleta para os “Lugares Santos”, destinada a socorrer as necessidades dos cristãos e da própria Igreja nos lugares bíblicos, onde nossa fé teve origem, onde “outrora, muitas vezes e de muitos modos, Deus falou a nossos pais pelos profetas”, e onde, chegada a plenitude dos tempos, Deus “falou-nos por meio do Filho” (cf Hb 1,1-2). Nos lugares bíblicos, compreendida a Terra Santa, os cristãos e a Igreja passam por muitas dificuldades e, conforme alerta lançados recentemente pelos bispos católicos locais, há graves riscos até mesmo para a sobrevivência do Cristianismo em certos países.

Com o fruto da coleta “para os Lugares Santos” são apoiadas paróquias, conventos, escolas, obras sociais da Igreja nos “países bíblicos”, sobretudo Israel, Palestina, Líbano, Síria, Turquia, Iraque, Egito... Mas também o trabalho das dioceses, a formação do clero, a promoção do diálogo ecumênico e inter-religioso, o zelo pelos “lugares santos” e a acolhida dos peregrinos naqueles lugares. Na Exortação Apostólica Verbum Domini (2010) sobre a Palavra de Deus na Vida e na Missão da Igreja, o Papa Bento XVI repetiu o que já dissera Paulo VI: a Terra Santa é como se fosse um “quinto Evangelho”, onde tantas recordações históricas, geográficas e culturais continuam a “gritar” a Boa Nova e a tornam mais facilmente compreensível (cf nº 89).

Faria muita falta, se lá os cristãos desaparecerem, por perseguição, discriminação, martírio ou emigração, sem terem recebido a solidariedade dos outros irmãos de fé, espalhados por todo o mundo! E isso está acontecendo em nossos dias; a presença cristã já era reduzida e ainda diminuiu drasticamente em vários países, nesses anos recentes. A consciência do valor da fé, que herdamos de quem a acolheu nos “lugares santos”, deve nos mover à solidariedade para com as testemunhas dessa mesma fé, que vivem hoje  naqueles lugares.

Card. Odilo P. Scherer

Arcebispo de S.Paulo

Publicado em O SÃO PAULO

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Amanhã, 11 de abril, o STF votará sobre a legalização do aborto de anencéfalos. Segundo o site oficial (http://www.anencephalie-info.org)“Anencéfalo” de uma forma bem generalizada significa “sem cérebro”, mas não é bem assim. O feto com anencefalia não tem partes do cérebro, mas tem o cérebro-tronco.


No Brasil, o aborto não é legalizado em nenhuma instância, mas, pensa-se no caso de aprovar o aborto dos fetos anencéfalos, para que “não tenham um sofrimento futuro” e é isso que será votado amanhã.


Somos a Igreja da Vida, a Igreja que prega que só Deus pode dar e tirar a vida dos Seus amados filhos, não é? Sendo assim, fomos convocados por nossos pastores e presidentes da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a nos unirmos em vigília de oração, pedindo a intervenção de Deus para que esta atrocidade não seja aprovada. (Saiba Mais sobre a convocação)


Não importa o tempo de vida da criança anencéfala. O que importa é que ela tenha o direito a viver.
A cada manhã as misericórdias se renovam... E a cada dia o Senhor renova em nós o Dom da vida, o mais precioso de todos os dons.


Como jovens conectados que somos, estamos todos convocados para uma grande batalha espiritual e também virtual contra essa atrocidade. Vamos nos movimentar?


Foi proposto por alguns blogueiros católicos e pelos bispos, que nos manifestemos pelas redes sociais e blogs, para que possam ouvir a nossa voz e nosso clamor pela vida!!! Já que estes bebês ainda não podem falar e gritar por vida, temos a missão de fazer isso por eles.


Portanto galera, hoje a partir das 18h acontecerá um grande twittaço com as tags: #abortonuncamais e #afavordavida – Esse é o espaço onde não podem nos calar e onde podemos manifestar nossa fé e nosso grito pela vida!


Além disso, quem não puder participar de uma vigília pela vida, como bom “Sentinela da Manhã” está convocado a implorar a intercessão da Virgem Maria para esta causa, rezando o Santo Terço hoje e amanhã. Podemos contar contigo?


#AbortoNuncaMais Somos #afavordavida!!! Nesta terra de Santa Cruz, quem manda é JESUS!!


Paz e Bem!

 

 

Robson Landim
Comunicação MJ Arqui SP

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O Ministério Jovem da Arquidiocese de São Paulo, junto com Arquidiocese de São Paulo da RCC, reuniu as lideranças jovens para um Congresso de Formação e Oração. O encontro aconteceu de 23 a 25 de março no Convento dos Carmelitas na Liberdade, centro de São Paulo. O frei responsável pela casa, disse que a juventude presente era “o ar que o convento precisava respirar”.


O encontro que reuniu cerca de 100 pessoas das seis regiões episcopais da arquidiocese, contou com a participação de Ricardo Alves Nascimento, o Ricardinho da Diocese de Foz do Iguaçu; do Thiaguinho Sousa, da Diocese de Santos e do núcleo arquidiocesano do MJ

O tema do Congresso seguiu a mesma moção profética da RCC Brasil “Apascenta minhas ovelhas”, palavra de ordem do Senhor para todos os líderes e missionários do movimento.

Temas como “Chamados a ser Sentinelas da Manhã”, “Conversão”, “Liderança”, “Ser Missionário” e “amor à Igreja” foram abordados pelos pregadores convidados.

Robson Urchei, atual vice-coordenador do MJ da Arquidiocese de São Paulo, mostrou a importância do chamado a ser sentinela e o uso do Diário Espíritual em seu dia a dia.

Estiveram presentes ainda os Padres Luis Cláudio e Francisco Rangel, que celebraram a Santa Missa no sábado e no domingo, sucessivamente.

Momentos como a Adoração ao Santíssimo Sacramento e a oficina de dons, marcaram a vida dos jovens presentes, que voltaram para as suas realidades regionais e paroquiais com a missão de serem verdadeiros Sentinelas da manhã, que anunciam a chegada do sol e proclamam que Jesus ressuscitou!

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